sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Belchior foi visto na Ilha de Itamaracá

O cantor e o paraíso em que foi visto.
Será que Belchior, aquele apenas um rapaz latino-americano sem dinheiro no bolso ainda está na ILHA? Antônio Carlos Gomes BELCHIOR Fontenelle Fernandes, um dos maiores nomes da nossa MPB foi visto andando pelas areias das praias da Ilha de Itamaracá, precisamente no Sossego e Enseada dos Golfinhos, o mesmo continuava sem ALUCINAÇÃO, não Era uma Vez um Homem e Seu Tempo, mesmo com Medo de Avião, ele estava tranqüilo, mesmo sem demonstrar TODOS OS SENTIDOS, com um VICIO ELEGANTE, um CORAÇÃO SELVAGEM no seu AUTO-RETRATO, estava disposto para as CENAS DO PRÓXIMO CAPÍTULO da novela PARAÍSO um grande MELODRAMA. Perguntado pelo sumiço ele respondeu: • - Se você vier me perguntar por onde andei No tempo em que você sonhava. De olhos abertos, lhe direi: - Amigo, eu me desesperava. Sei que, assim falando, pensas Que esse desespero é moda desde 73. Mas ando mesmo descontente. • e continuou: Eu sou apenas um rapaz Latino-Americano Sem dinheiro no banco Sem parentes importantes, Terminando assim a entrevista: Há tempo, muito tempo Que eu estou Longe de casa E nessas ilhas Cheias de distância O meu blusão de couro Se estragou Oh! Oh! Oh!... Ouvi dizer num papo Da rapaziada Que aquele amigo Que embarcou comigo Cheio de esperança e fé Já se mandou Oh! Oh! Oh!... Sentado à beira do caminho Prá pedir carona Tenho falado À mulher companheira Quem sabe lá no trópico A vida esteja a mil... E um cara Que transava à noite No "Danúbio azul” Me disse que faz sol Na América do Sul E nossas irmãs nos esperam No coração do Brasil... Minha rede branca Meu cachorro ligeiro Sertão, olha o Concorde Que vem vindo do estrangeiro O fim do termo "saudade” Como o charme brasileiro De alguém sozinho a cismar... Gente de minha rua Como eu andei distante Quando eu desapareci Ela arranjou um amante Minha normalista linda Ainda sou estudante Da vida que eu quero dar... Até parece que foi ontem Minha mocidade Com diploma de sofrer De outra Universidade Minha fala nordestina Quero esquecer o francês... E vou viver as coisas novas Que também são boas O amor, humor das praças Cheias de pessoas Agora eu quero tudo Tudo outra vez... Minha rede branca Meu cachorro ligeiro Sertão, olha o Concorde Que vem vindo do estrangeiro O fim do termo "saudade” Como o charme brasileiro De alguém sozinho a cismar... Gente de minha rua Como eu andei distante Quando eu desapareci Ela arranjou um amante Minha normalista linda Ainda sou estudante Da vida que eu quero dar Hum! Huuum!... E como última palavra disse que andava envergonhado por causa do bigode, perguntei do bigode? Ele disse: sim dos Bigodes do Sarney e do Mercadante que andam envergonhando a classe.

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