domingo, 18 de setembro de 2011

Como podemos acabar com os corruptos ?


Breve...

Uait lube
"compreta"
Diárias recebidas pra ficar me casa, depois de fazer feira, trazer carne, peixe, feijão...

Aguardem...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Acabar com a CTTU é o melhor para o trânsito do Recife -

As mesmas cenas todo dia. Se acabar com essa Companhia e seus agentes inúteis e omisso é o melhor remédio para a doença que é o trânsito da Cidade do Recife.  Já foram feitas várias solicitações, por e-mails e telefonemas,  para que agentes da CTTU façam um trabalho educativo e preventivo  nesta área do bairro da Tamarineira,  no trecho após a Avenida Norte, com a Estrada Velha de Água Fria, e o cruzamento das  ruas Boa Vontade e Canapólis. são realizadas várias infrações como fazer retorno, entrar á esquerda ou a direita ou mesmo cruzar a via principal, todos essas manobras deixam o trafego lento e causam engarrafamentos tanto no sentido Casa Forte como Arruda/Beberibe. 
A CTTU nunca enviou uma equipe para resolver esse problema, mas coloca seus "MENINOS" circulando para autuar motoristas que utilizam o celular, ou "CONVERSAR" com motoqueiros. 
A CTTU é uma VERGONHA em todos os sentidos e é hora de serem tomadas providências quanto a sua utilidade.
Agora as cenas do dia 22 de agosto depois das 18 horas...











terça-feira, 9 de agosto de 2011

CTTU é omissa e incompetente -Onde andam os agentes???



Fotos do dia 18/08 - 17 horas - todo dia é assim, uma bagunça, uma esculhambação e a #CTTU não aparece, não manda um agente pôr ordem na S......ba... 

Toda manhã e toda tarde é  uma loucura, ´de perder o juízo  trafegar pela Estrada Velha de Água Fria,  depois da Avenida Norte Miguel Arrais de Alencar, e o cruzamento das Ruas Canapólis e Boa Vontade, no bairro da Tamarineira. Um verdadeiro caos esse trecho.
Telefonemas com reclamações pedindo providências - 0800 081 1078 - são feitos todos os dias, mas os agentes teimam em gastar nossa gasolina, nas motos e veículos  gol atrás de quem usa um celular,  mas não tem a iniciativa de parar em um cruzamento e descer para melhorar o trânsito, acabar com os engarrafamentos, de ajudar os pobres motoristas, reféns da sua inoperância, inutilidade e incompetência. 
Resumindo é um bando de oportunistas e incompetentes, que são apenas eficientes para mandar os motoristas entrarem nas ruas laterais e tentarem resolverem a...
CTTU - Companhia de trapalhões traquinos Urbanos - Inoperantes - inúteis e trapalhões não ajudam em nada.... 






terça-feira, 2 de agosto de 2011

CTTU não é Pompéia, mas uma Sodoma e Gamorra










Uma verdadeira Sodoma e Gamorra entre a Avenida Norte Miguel Arrais de Alencar, Estrada Velha de Água Fria, Canapólis e Boa Vontade, no bairro da Tamarineira, no dia 02 de agosto, entre 17 e 18:30 horas, a CTTU foi comunicada através do telefone 08000811078 da verdadeira Sodoma para mandar uns agentes para pôr ordem no caos... encerrando aqui para não dizer outras verdades sobre esses INCOMPETENTES.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Limpeza deve ser em todos os Ministérios - FAXINA JÁ!!

Dilma resiste à pressão da base e avisa que faxina segue se houver denúncias


Apesar do evidente mal-estar entre os partidos da coalizão por conta da limpeza iniciada nos Transportes, auxiliares da presidente avaliam que ela dará prosseguimento à ‘limpeza’ na Esplanada; Trabalho e Cidades seriam os próximos alvos

20 de julho de 2011  -  Leonencio Nossa e Tânia Monteiro, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - A despeito das queixas de aliados pelas demissões de representantes do PR no setor de Transportes por supostas irregularidades, a presidente Dilma Rousseff já deu demonstrações de que manterá o rigor na "faxina" nos ministérios sempre que surgirem denúncias consideradas relevantes. Embora haja mal-estar na base de sustentação do Planalto, assessores do governo dizem que não há preocupação com a governabilidade.     
Diretor afastado do Dnit constrói casa de R$ 2,5 milhões no Mato Grosso

Entenda a crise no ministério  

Dilma recebeu na quarta-feira, 20, o ministro das Cidades, Mario Negromonte, da cota do PP. A pasta está na lista de possíveis novos alvos da "faxina" de Dilma, assim como o Ministério do Trabalho, comandado por Carlos Lupi, do PDT, informaram assessores do governo.  

Em recados que chegaram nos últimos dias ao gabinete da presidente, aliados disseram que até concordam com as mudanças, mas reclamaram das atitudes duras de Dilma em relação aos representantes do PR. 

A presidente e sua equipe dizem que foi possível manter a marca de "austeridade" durante a "limpeza" nos Transportes, com 16 demissões. Dilma continuará a dispensar envolvidos em acusações, mas avisou que não será "refém" nem de denúncias publicadas pela imprensa nem de dossiês.  

Até mesmo a cúpula do PT está apreensiva com o estilo duro da presidente. Na tentativa de amenizar esse incômodo, auxiliares da presidente observam que não há divergências, por exemplo, com o PMDB, maior partido da base. Eventuais divergências no futuro, dizem, devem ser tratadas caso a caso.   

Opinião pública. O Estado perguntou a auxiliares da presidente se o comportamento dela leva em conta pesquisas de opinião pública. Os assessores disseram que Dilma não está preocupada com pesquisas e está apenas realizando o governo para o qual foi eleita. Eles, no entanto, relatam que a presidente dedica uma parte do seu tempo para reagir a notícias consideradas por ela negativas que saem na imprensa

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-resiste-a-pressao-da-base-e-avisa-que-faxina-segue-se-houver-denuncias,747561,0.htm

terça-feira, 12 de julho de 2011

Uma cena rápida e verdadeira

 Um pequeno empresário, dono de gatinha e que tem obrinhas, daquelas que o gato costuma enterrar, mas dá para pagar a cervejinha, o cartão de crédito e o final de semana na praia, depositou um presentinho na conta de um SPF e o Banco comeu o "tôco", pedágio ou qualquer nome,  porque o mesmo estava devendo ao nosso Banco, de todos os brasileiros,  que vale OURO, o jeito foi mudar a conta para o próximo ou próxima remessa, no caso uma parceira, tão sabida como os banqueiros... - Fechando as cortinas e a conta corrente. kkkkkk

.: Um murro na mesa para começar acabar com os corruptos e a corrupção

.: Um murro na mesa para começar acabar com os corruptos e a corrupção

Um murro na mesa para começar acabar com os corruptos e a corrupção


Dilma faz a coisa certa: dá um murro na mesa

Alguém, algum dia, uma hora qualquer tinha que fazer isso mesmo: dar um murro na mesa e acabar com esta história de lotear o governo entre os partidos aliados, entregando ministérios de porteira fechada para cada um cuidar do seu feudo sem dar satisfações a ninguém.
Se antes tudo era feito em nome da "governabilidade", o fato é que, na prática, o país estava ficando ingovernável. A possibilidade aventada pelo PR de chamar Alfredo Nascimento para participar da escolha do sucessor de Alfredo Nascimento pode ter sido a gota d'água. Passaram da conta, o custo ficou alto demais, como se dizia antigamente.
Para ninguém dizer que estou ficando muito metido e abusado, vou reproduzir aqui o último parágrafo do post publicado ontem sob o título "Está na hora de chamar a benzedeira":
"Para tudo, no entanto, tem que haver um limite. Tenho certeza de que se a presidente começar pelo Ministério dos Transportes a fazer uma limpa geral e passar a dar maior valor à competência técnica e à ficha limpa dos ministros para gerir os destinos do país, ela terá todo o apoio de quem a elegeu, e até de quem não votou nela."
Não tenho a pretensão de achar que a presidente Dilma tenha tempo para ler meu modesto blog, mas foi exatamente desta forma que ela agiu, sem consultar o PR nem ninguém, ao confirmar o nome de um funcionário de carreira para ocupar definitivamente o cargo de ministro dos Transportes.
O técnico Paulo Sérgio Passos trabalha no MT há quase 30 anos, era secretário executivo e exerceu duas vezes interinamente o cargo de ministro quando o titular Alfredo Nascimento se afastou para disputar eleições, em 2006 e 2010. Estava como interino novamente desde a semana passada, quando Nascimento caiu pelo conjunto da obra que vinha executando desde 2004.
Os dirigentes do PR, o Partido Republicano (!) que se apropriara do Ministério dos Transportes, não gostaram da forma como agiu Dilma Rousseff, é claro. Afinal, perderam o comando de um orçamento anual de R$ 16 bilhões, um dos maiores da República. Dizem que o partido ficou "incomodado". E daí?
A presidente Dilma certamente sabe os riscos que está correndo com sua base aliada cada vez mais insatisfeita e beligerante. Mas, se ela não fizesse isso agora, perderia o controle do poder e a autoridade para impor sua própria forma de governar.
A indicação de Passos, desta forma, pode ter sido apenas mais um capítulo da mudança no governo iniciada com a nomeação de Gleisi Hoffmann para comandar a Casa Civil, em lugar de Antonio Palocci, que a presidente também anunciou sem ouvir ninguém.
Até onde vão a fôrça e a disposição para Dilma montar um time à sua imagem e semelhança, mudando hábitos políticos arraigados há séculos, não sabemos. Se vai dar certo, também não posso garantir.
Aconteça o que acontecer, porém, pelo menos por algum tempo voltamos a ter esperança de viver num país mais decente sem ter que sair do Brasil.
Ps:. Um pequeno empresário, dono de gatinha e que tem obrinhas, daquelas que o gato costuma enterrar, mas dá para pagar a cervejinha, o cartão de crédito e o final de semana na praia, depositou um presentinho na conta de um SPF e o Banco comeu o "tôco", pedágio ou qualquer nome,  porque o mesmo estava devendo ao nosso Banco, de todos os brasileiros,  que vale OURO, o jeito foi mudar a conta para o próximo ou próxima remessa, no caso uma parceira, tão sabida como os banqueiros... - Fechando as cortinas e a conta corrente. kkkkkk

A queda

terça-feira, 12 de julho de 2011

Audiência da Globo cai 24%


Segundo a coluna Outro Canal do jornal Folha de S. Paulo, a audiência da TV Globo caiu 24% em todo o País, de acordo com o PNT (Painel Nacional de Televisão) do Ibope.

De janeiro a junho de 2006, a média da emissora foi de 23,3 pontos, enquanto neste primeiro semestre, registrou 17,6. Na comparação do mesmo período, o SBT caiu de 7,4 para 5,6 (24%), a Record passou 5 pontos para 7,2 (crescimento de 44%). A Band e a RedeTV! mantiveram a mesma média. Cada ponto equivale a 185 mil domicílios no País.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

CTTU - Retrato da incompetência e arrogância

Guarda da CTTU é preso após desacatar policial federal próximo à Prefeitura do RecifeImprimirE-mail
Sexta, 27 Maio 2011 12h12
Atualizada às 14h15
Um policial federal prendeu um agente da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) após ser desacatado, na manhã desta sexta-feira. Segundo o assessor de comunicação da Polícia Federal (PF), Giovani Santoro, o agente da PF fazia um retorno em local proibido, próximo à sede da Prefeitura do Recife, quando foi repreendido pelo guarda de trânsito com um palavrão. Mesmo pedindo autorização para fazer tal retorno e se identificando como policial, o guarda não autorizou a manobra.

De acordo com Giovani, o agente da PF, que estava em missão, foi para sede da PF, no Cais do Apolo, vestiu a farda da Polícia Federal, voltou para o local onde o guarda da CTTU estava e deu voz de prisão. Segundo Santoro, o policial efetuou esse retorno rapidamente, pois precisava se dirigir à PF para repassar algumas informações e retornar para a missão.
Em depoimento, o guarda da CTTU disse que o policial não solicitou autorização para realizar o retorno e que o palavrão não foi dirigido ao agente da PF, segundo informou Giovani. O caso ficará com a Corregedoria da Polícia Federal.

Do Folha Digital, com informações de Renatta Gorga, repórter de Grande Recife



http://www.folhape.com.br/index.php/noticias-geral/33-destaque-noticias/640087-agente-da-pf-prende-guarda-da-cttu-apos-ser-desacatado-proximo-a-prefeitura

E o caos na Estrada Velha de Água Fria, no cruzamento da Canapólis com a Boa Vontade, um verdadeiro Samba do Crioulo Doido.

Palocci & Cia


Lealdade de Palocci é ao freguês.
E não à Dilma ou à República

    Publicado em 27/05/2011
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Por suposição: como se calcularia a "taxa de sucesso" contida nesta foto ?
Saíram na Folha (*), pág. A4, espantosas declarações do Tony Palocci, aquele a quem o Requião, o Prebisch e o Celso Furtado recusariam o cumprimento.

Primeiro, Tony diz que recebia por “taxa de sucesso” quando aconselhava o freguês sobre “investimentos e fusões”.

Que tipo de conselho um ex-ministro da Fazenda, deputado federal e chefe da campanha da Presidenta Dilma Rousseff poderia dar ao freguês em matéria de investimento ou fusão ?

Compre Vale, venda Petrobras, por exemplo ?

Ou, por suposição, dizer ao Itaú que comprar o Unibanco (e chamar de fusão) é uma boa ideia ?

E, como medir o sucesso ?

Esperar o Itaú ter lucro dezoito anos seguidos depois de comprar o Unibanco ?

Ou esperar a Petrobras quebrar, como deseja o Globo, para ter “sucesso” ?

“Taxa de sucesso” lá em Marechal a gente chamava de outro nome, não é isso, amigo navegante ?

A outra declaração espantosa, segundo a Folha (*), foi:

Ele não revelará os clientes nem que isso tenha “consequências”.

A divulgação dos nomes tornaria as empresas “vulneráveis a perseguição política”.

O Ministro é mais leal aos fregueses do que ao Governo a que serve.

Do que ao povo que representa.

Do que à República.

Este não é o comportamento de um servidor público.

Pouco se lhe dá se a relação entre os fregueses e a “taxa de sucesso” macule o Governo e desonre a República.

A ética do Ministro não é nem a de um empresário escrupuloso.

Quem tem que esconder o nome dos clientes atras de uma parede falsa do apartamento é o dono do Banco Opportunity.

O Ministro tem, sim, que dar o nome dos clientes, dizer que mercadorias lhes entregou.

E nós, blogueiros sujos, vamos perguntar aos fregueses se e por que pagaram “taxa de sucesso”.

Não basta o Ministro convencer os senadores do PT (e este ansioso blogueiro sabe que não convenceu a todos).

Agora, ele vai ter que convencer o Ministério Público Federal e o Ministério Público Federal-DF, na pessoa do respeitado Procurador José Rocha Junior.

Leia na Folha na mesma pág A4.


E, por fim, vai ter que convencer a Presidenta Dilma Rousseff.

No serviço público não se monta uma equipe e sim uma quadrilha.





Apenas o começo...
Vamos mostrar as brechas e frestas para dilapidar o serviço público, a conveniência do agente público em facilitar para receber em troca alguns trocados, um bom trocadilho. A descoberta de pedir indenização por serviços nunca realizados. A CGU e o Ministério Público devem ficar atentos sobre esse mecanismo que algumas construtoras, gatas e gatinhas vêm utilizando para retirarem umas moedas reais do erário, do tesouro público.
Breve a PARTE 1 - Gatos e Ratos do Tesouro

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O Frevo não convida, ARRASTA e leva alegria por onde passa

O frevo não convida, arrasta e leva alegria por onde passa - como uma onda.

http://www.youtube.com/watch?v=l3_swQP1rlAO frevo não convida, arrasta

Paulo Gonçalves
Artigo publicado no Jornal a Nova Democracia nº. 39 - fevereiro/2011

http://www.anovademocracia.com.br/no-39/162-o-frevo-nao-convida-arr...

O povo pernambucano gosta de dizer que tem "uma música e uma dança que nenhuma terra tem". E é verdade. Criada pelo próprio povo, essa música e dança completou 100 anos de registro em fevereiro de 2007. A palavra frevo foi publicada pela primeira vez no dia 9 de fevereiro de 1907, no então Jornal Pequeno. A nota citava um ensaio do clube Empalhadores do Feitosa, localizado no bairro recifense do Hipódromo, que tinha como uma das músicas do repertório O Frevo. Mas a palavra é uma expressão popular mais antiga e vem de ferver e, por corruptela, frever, sinônimo de festa animada, quente.

Todavia, se o primeiro registro jornalístico completa 100 anos, as origens do ritmo são bem mais antigas, como todo carnavalesco pernambucano está "cansado de saber", como diz o trabalhador Agnaldo Santos. De chapéu panamá e camisa azul com listas brancas, ele chega pontualmente às 19h de uma sexta-feira, à sede do Bloco Carnavalesco Banhistas do Pina, cujo símbolo é uma jangada e as cores oficiais são o azul e o branco. Vem cansado do trabalho de gari, mas com um sorriso aberto no rosto magro.

— Passo o dia varrendo as ruas dos bacanas de Boa Viagem, embaixo do sol quente, mas meus pensamentos ficam leves quando penso no meu Bloco querido — afirma.

Enquanto afina o instrumento para mais um ensaio, Nado, como é conhecido, fala com carinho da sua trajetória carnavalesca.

— Comecei menino, trazido pelo meu pai. O Bloco foi fundado em 1932 e desde o começo tem sempre alguém da minha família fazendo parte do Carnaval. Essa tradição não vai morrer porque meus dois filhos já estão por aqui também.

Nado toca violão, cavaquinho e banjo, instrumentos que compõem a orquestra de paus e cordas dos blocos líricos, surgidos a partir de 1915, das reuniões familiares e como uma extensão dos presépios e ranchos de reis, tocando frevo-canção e marcha de bloco. Essa origem, segundo o pesquisador Valdemar de Oliveira, se liga aos admiradores das serenatas que também iam às ruas nos dias de carnaval. Os blocos são influenciados — inclusive com sua dança que em nada lembra o passo do frevo — pelos pastoris. Além dos Banhistas do Pina (que também já recebeu os nomes de Amadores, Jangadeiros e Veranistas), outros blocos surgidos na época e que ainda desfilam no carnaval recifense são o Apois fum!, Bloco das Flores, Batutas da Boa Vista (1920), Madeiras do Rosarinho e Inocentes do Rosarinho (ambos em 1926) e Batutas de São José (1932).

Outra tradição preservada no carnaval de Pernambuco são os clubes de frevo, que, ao contrário dos blocos, executam "frevo rasgado", ou frevo-de-rua, com instrumentos de sopro, a exemplo do Clube das Pás.

Na tarde de um sábado calorento do mês de outubro, o motorista de táxi Rafael Silveira foi um dos primeiros a chegar à sede do clube, no bairro do Campo Grande, acompanhado da esposa, a costureira Leda Maria, que há vários meses dedica-se à confecção de fantasias.

— Nós fazemos o possível para aproveitar o material usado no ano anterior, mas tem sempre que comprar peças novas. Cada um contribui como pode e se esforça para fazer o Clube ficar bonito.

E boniteza — além de história — é o que não falta "nas Pás", como o povo chama o clube fundado em 1887. Dizem que naquele ano, um navio inglês que aportara para abastecer-se de carvão estava fundeado no porto do Recife. Como era dia de carnaval e com a agitação política da época, faltou mão-de-obra para abastecer o barco. A agência responsável pela carga "pagou dobrado" a um grupo de carvoeiros que fizeram o abastecimento, sem deixar de brincar o carnaval.

Depois de ter recebido os seus salários pela prestação do serviço, o grupo de trabalhadores seguiu euforicamente para pular atrás das troças. Dado a euforia da festa e o robusto salário recebido resolveram fundar um novo bloco carnavalesco, e, em homenagem aos seus instrumentos de trabalho o denominaram de Bloco das Pás de Carvão, que fez o seu primeiro desfile no carnaval de 1888 e hoje se chama Bloco das Pás Douradas.
RITMO E "PASSO"

Se os clubes e blocos têm tipos de frevo e origens de classe bem definidas e registradas na memória do povo, não se pode provar, contudo, quem nasceu primeiro, se o frevo ou o passo — que é a dança correspondente ao estilo musical.

O historiador Valdemar de Oliveira afirma no livro Frevo, Capoeira e Passo que "a dança nasceu de um choque entre a capoeira e as marchas militares". Ele registra que durante o século XIX as cerimônias de troca de guarda nos quartéis exigiam que as bandas militares desfilassem pelas ruas, várias vezes por dia. Esse cortejo passou a ser acompanhado pelos praticantes da capoeira — geralmente negros, ex-escravos e pessoas egressas das camadas proletárias da população do Recife — que no trajeto executavam passos de dança improvisada. Dessa combinação, teria surgido o passo.

Uma dessas bandas militares chamava-se "O Quarto", por ser do Quarto Batalhão de Artilharia, a outra "A Espanha", do Corpo da Guarda Nacional, assim chamada por ter como mestre um músico espanhol. Os capoeiras escolhiam uma banda marcial como a de sua preferência, e considerava adversário quem não fizesse parte do mesmo grupo. E então eram distribuídas pernadas, golpes com pau, espetadas com faca e punhal entre os partidários das bandas adversárias. Até que em 1856 o então governo da Província de Pernambuco proibiu o desfile dos capoeiras— na mesma época em que as limas-de-cheiro, dos entrudos, e os capoeiras também eram alvo de proibição no Rio de Janeiro.

A diferença, segundo o historiador Ruy Duarte no livro História Social do Frevo, é que enquanto as ordens foram obedecidas no Rio, que adotou um carnaval de estilo europeu, no Recife, que respirava rebeldia e agitação, a proibição foi driblada com a fundação de clubes carnavalescos:

— A polícia na verdade estava perseguindo capoeiras que matavam os portugueses invasores. Então os clubes se fundavam sob inspiração clandestina de nomes e símbolos — daí a denominação de clubes carnavalescos com categorias profissionais, Lenhadores, Vassourinhas, Caiadores, dentre outros.
MAESTRO FORMIGA


Maestro Formiga
Desde então, para animar a folia, seja nas ruas ou nos salões, músicos como o maestro Ademir Araújo são figuras centrais da folia e recebem, por isso, o carinho do povo pernambucano. Conhecido por Formiga, o maestro iniciou sua carreira em 1961. Compositor, arranjador, regente e professor de música, ele já trabalhou em diversas bandas, como a Municipal, a Sinfônica da Cidade do Recife, Banda Sinfônica Juvenil Pernambucana e coordenou o Curso de Capacitação de Instrumentistas de Bandas.

Atualmente é diretor musical, arranjador e compositor da Orquestra Popular do Recife, fundada por Ariano Suassuna em 1975. Ele também atua como diretor da Federação das Bandas de Música do Estado e como regente da Banda Amigos da Cidade do Recife, além de ser membro da Academia Pernambucana de Música. Apaixonado pelo frevo, Ademir diz que o ritmo é o elemento impulsionador da Orquestra Popular, associado aos outros ritmos do povo — maracatu, ciranda, caboclinho, bumba-meu-boi, coco-de-roda, dentre outros.

Dedicando-se à pesquisa e transcrição de gêneros populares, a Orquestra Popular é conhecida também pela precisão, afinação e potência de seus metais e já se apresentou em todo o Nordeste, além de países como Alemanha, Bélgica e Cuba, em concertos solo, acompanhando o grande cantor de frevos Claudionor Germano ou o Balé Popular do Recife, além de ser convidada com frequência a se apresentar com vários artistas.

— Todo o meu tempo é dedicado à música. Mas além da Orquestra Popular faço arranjos, componho, dou aulas de música para alunos dos bairros populares e também dou aula de reciclagens em bandas no interior. Tudo por conta própria, é bom que se diga — diz o maestro.
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A VOZ DO FREVO


Claudionor Germano
Claudionor Germano é outro artista querido do povo pernambucano, cuja voz é para muita gente uma espécie de símbolo do frevo-canção. Ele conta que começou a sua carreira artística em 1947 na Rádio Clube de Pernambuco como crooner do grupo Ases do Ritmo.

— Em 1948 fomos escolhidos como o melhor grupo vocal do ano. Depois eu decidi seguir carreira individual e logo fui contratado pela Rádio Tamandaré. Posteriormente atuei na Rádio Jornal do Comércio e, em 1951, ainda com os Ases do Ritmo gravei o samba Eu não posso viver sem mulher, de Victor Simom e David Raw e a marcha Vai ser pra mim, de José Roy, Vladimir de Melo e Orlando Monello.

Foi em 1953 que o Claudionor gravou seu primeiro disco na gravadora Copacabana interpretando o frevo canção História de pierrô, de Genival Macedo e Hilário Marcelino. Com a inauguração da emissora de televisão da Rádio Jornal do Comércio no Recife, onde passou a atuar, conseguiu projeção nacional mesmo sem deixar o Recife. Em 1955 participou da primeira gravação da gravadora pernambucana Mocambo interpretando o frevo canção Boneca, de Aldemar Paiva e José Meneses. Em 1957 lançou na mesma gravadora o Frevo nº 3, de Antônio Maria.

Nelson Ferreira
Logo em seguida gravou outro disco cantando pela primeira vez nos dois lados, pois até então dividira o disco com outros intérpretes. Cantou na ocasião o frevo canção Super-campeão, de Nelson Ferreira e a marcha exaltação O mais querido, de Capiba. Em 1959 lançou dois LPs, o primeiro foi O que eu fiz...e você gostou — Carnaval cantado de Nelson Ferreira, com músicas do maestro Nelson Ferreira. O segundo foi Capiba — 25 anos de frevo, com composições de Capiba, que bateu recordes de vendagem e é procurado nas lojas até hoje, quando chega o carnaval.

Claudionor gosta de lembrar que em 1961 foi escolhido o melhor cantor do Rádio e da Televisão de Recife, fato que se repetiria por quatro anos seguidos.

— Muita gente que associa a minha voz ao frevo, em virtude do estrondoso sucesso que fizeram os discos com músicas de Capiba. Mas eu também fiz sucesso com outros ritmos — comenta.

Ainda naquele ano lançou o LP Sambas de Capiba, onde se destacou A mesma rosa amarela, parceria de Capiba e Carlos Pena Filho que alcançou enorme sucesso. Em 1962 gravou na Mocambo o samba Manhã da tecelã, de Capiba e Pena Filho. No mesmo ano gravou a marcha hino Brasil, campeão do mundo, de Nelson Ferreira e Aldemar Paiva e o cha cha cha Garrincha cha, de Rutinaldo, em homenagem ao jogador Garrincha. As duas gravações eram alusivas ao bi-campeonato mundial de futebol conquistado pelo Brasil na ocasião. Durante muitos anos ele cantou à frente da orquestra de Nelson Ferreira, outro grande compositor do ritmo centenário.
Quem é de fato
bom pernambucano
espera um ano
para entrar na brincadeira
esquece tudo
quando cai no frevo
e no melhor da festa
chega a quarta-feira"
(Luiz Bandeira - frevo É de fazer chorar, de 1957)
Em outro texto fundamental sobre a história do frevo, Valdemar de Oliveira escreveu que "o frevo não convida, arrrasta", traduzindo a força da onda humana que se forma e se descola ao ritmo dos instrumentos de metais e percussão. Um ritmo que não apenas convida ao balanço e ao gingado, mas que também exige competência musical, como gosta de lembrar o maestro Formiga.

Frevo, de Pierre Verger, Recife, 1947
Instrumentistas, compositores, arranjadores e intérpretes são os responsáveis pelo vigor e fluência deste gênero pernambucano por excelência. Músicos do povo como Juvenal Américo Brasil, Matias da Rocha e o capitão Zuzinha são nomes lendários na história do frevo. Levino Ferreira é outro músico fundamental, considerado por muitos como o "rei do frevo", opinião compartilhada por compositores como Capiba, Duda, Edson Rodrigues e Dimas Sedícias. Além dele, Nelson Ferreira e Zumba são responsáveis por páginas extraordinariamente belas do carnaval de Pernambuco.

O recifense Antonio Sapateiro (1892/1940), ou Antonio João da Silva, sapateiro de profisssão, que tocou trompete e bombardino na banda da Polícia Militar de Pernambuco, Raul Moraes (1891-1937), que ficou conhecido como o "príncipe das marchas-de-bloco", também se destacam pelas riqueza melódica e pelo conteúdo poético de suas letras, insuperáveis até hoje. O irmão de Raul, Edgard Moraes (1904-1974) foi violonista, cavaquinista, autor de importantes composições, como A dor de uma saudade, Valores do passado e Carnavais de outrora.

Felinho, ou Félix Lins de Albuquerque tocava sax, trombone e clarinete, e foi o criador de famosas variações do frevo Vassourinhas.

Antonio Maria — o poeta, jornalista e cronista Antonio Maria Araújo de Morais — compôs Recife, Frevo n° 2 do Recife e Frevo n° 3.

Grandes mestres do ritmo registram obras e performances instrumentais, que também não podem passar despercebidas: Getúlio Cavalcanti, Clóvis Pereira, Guedes Peixoto, Edson Rodrigues, o maestro Duda (José Ursicino da Silva), Carlos Fernando, sendo que Capiba (1904-1997), ou Lourenço da Fonseca Barbosa, pianista e arranjador, é nome incontornável em criação musical, tendo deixado obra fundamental no cancioneiro brasileiro, não apenas de frevo.

Mas a maioria dos músicos pernambucanos, dedicados ao ritmo, queixam-se da "enxurrada de música alienígena" e do pouco espaço dedicado ao frevo nas rádios locais, processo que se acentuou a partir do golpe contra-revolucionário de 1964.

Gravado desde o final dos anos 20, no Rio de Janeiro, por famosos cantores do rádio, para consumo dos pernambucanos, o ritmo passou a ter seus discos produzidos no Recife, a partir de 1955, quando a Fábrica de Discos Rozenblit ganhou estúdio e prensa. Naquela época os discos de carnaval saíam da fábrica em setembro. Em fevereiro, portanto, já estavam na boca e no pé dos foliões.

Desde a década de 70, contudo, as emissoras de rádios passaram a só tocar frevo no período carnavalesco. Os discos continuam sendo lançados, sem divulgação, e sem execução no rádio e TV, portanto, não chegam ao povo. Por esse motivo o ritmo foi perdendo espaço e o sucesso construído pelos meios de divulgação da burguesia de meio-de-ano acaba sendo o sucesso do carnaval.

Outra dificuldade, como lembra o maestro Formiga, é que os músicos do povo não têm acesso fácil ao ritmo, que exige conhecimentos formais, de orquestração, arranjo, e livros com partituras que são praticamente inexistentes no mercado. Por isso ele dedica-se também ao trabalho de escrever, fotocopiar e distribuir partituras de frevos para as dezenas de músicos que o procuram durante o ano inteiro.
LUTA DE CLASSE

No seu livro Máscaras do Tempo, a historiadora Rita de Cássia Araújo afirma que a explosão do frevo em Pernambuco está totalmente ligada à luta de classes ocorrida no decorrer do século XIX. Ela pesquisou os jornais publicados na época da dominação imperial e descobriu que até a primeira década do século XX o carnaval era brincado de duas maneiras bem distintas, pelo povo e pela burguesia da época — que jamais brincava nas ruas; imitavam os festejos carnavalescos europeus, realizados em clubes fechados e tinham como base as festas de máscaras.

Há registros de que este era o carnaval oficial já no ano de 1845, quando os trabalhadores escravizados e o povo pobre não brincavam em fevereiro.

Com o crescimento das lutas do povo, as manifestações populares que ocorriam durante o ano todo — os desfiles dos "capoeiras" acompanhando as bandas militares — ganharam contorno carnavalesco.

Nessa época, houve uma explosão de clubes populares (Vassourinhas e Clube das Pás entre eles), e o Carnaval migrou definitivamente dos salões perfumados para as ruas.

Hoje, superadas as antigas brigas entre bandas (embora ainda persistam nítidas divisões de classe no carnaval de rua, como de resto em toda as manifestações da cultura), o carnaval de Pernambuco é um dos mais democráticos do país. Além do frevo, o povo pernambucano também faz seu carnaval ao som do maracatu, ciranda, côco, caboclinhos e bumba-meu-boi. É nessa hora que as ruas enfeitadas e cheias de cores do Recife se transformam em grandes corredores para a passagem de blocos, clubes, troças e grupos de maracatu, tal como acontecia com os capoeiras que seguiam as bandas militares, desafiando as regras do poderio colonial.

SpokFrevo Orquestra 2 Vassourinhas

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Onda de assaltos - Os bandidos controlam bairro da Tamarineira

A reclamação é antiga, mas a violência permanece atual e os moradores estão assustados com a onda de assaltos no bairro. A tamarineira virou um bairro sem lei, mas com dono: os bandidos, drogados e assaltantes.

TERÇA-FEIRA, 21 DE JULHO DE 2009

Bandidos adotam cruzamento para assaltos.

Bandidos dominam a Tamarineira
21/07/2009- Folha de Pernambuco Cartas
Tamarineira
Continua uma vergonha a situação do bairro recifense da Tamarineira. Enquanto viaturas da polícia continuam desfilando pelas vias principais, como a Avenida Norte e a Estrada Velha de Água Fria, os bandidos fazem festa impunemente e descarada pelas ruas paralelas e laterais, como na Canápolis, José de Vasconcelos, Abaeté, Engº. Agamenon Melo, Praça do Colégio Santa Helena etc., com os moradores e transeuntes sendo vítimas de assaltos e arrombamentos constantemente. Só na sexta-feira passada, dia 17, até o dia 20, segunda-feira, foram roubados dois veículos entre a Praça do Colégio Santa Helena e a rua José de Vasconcelos, e uma tentativa frustrada de roubo aconteceu na rua Canapólis, no domingo, perto das 14h. No sábado, duas mulheres foram assaltadas na Visconde Abaeté. Os dados aqui denunciados são apenas de conhecimento dos moradores, e não são registrados pela Secretaria de Defesa Social (SDS). Nós, pacatos moradores, trabalhadores e cidadãos, estamos, outra vez, solicitando às autoridades competentes e responsáveis, segurança e proteção de imediato, pois não podemos ficar reféns dos marginais, que hoje dominam o belo e bucólico bairro da Tamarineira.
José Widmark - Recife/PE
http://www.folhape.com.br/folhape/


Abandonados - Policia! quem precisa de policia!

Agora ninguém vê nem um
carro da policia, os moradores têm que apelar para Deus e a Sorte, e aqueles que não acreditam em Deus e na sorte o que podem esperar... é só aquela músicacabulosa do funkcréucréucréu. Só resta saber quem vai ser a próxima vítima.